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REVIEW: 'Versions Of Me' é um disco ascendente e polido, solidificando o reinado de Anitta como uma artista multifacetada e ousada

O estrelato internacional da brasileira já é real e se prova cada vez mais progressivo e sólido.

13/04/2022 às 21h56 Atualizada em 14/04/2022 às 13h20
Por: Lázaro Vinicius Fonte: ACERVO + Lázaro Vinicius
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Foto: (Reprodução/Anitta)
Foto: (Reprodução/Anitta)

Álbum: Versions Of Me

Artista: Anitta

 

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Nota: 8/10 ★★★★☆

Anitta, nascida há 29 anos em Honório Gurgel, Rio de Janeiro, tem muito o que comemorar em 2022. A brasileira acaba de lançar seu novo e aguardado álbum internacional ‘Versions Of Me’ e já coleciona recordes e grandes feitos. 

 

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Somente com os singles da era a cantora conseguiu encapsular um sucesso que nenhum artista brasileiro — e latino — conseguiu com suas canções. ‘Envolver’ catapultou ainda mais a carreira da brasileira para a fama internacional, e de forma orgânica todos os olhos estão nela mais uma vez.

 

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Com toda essa expectativa Anitta possuía um verdadeiro desafio: a retenção desses novos admiradores. De forma curiosa a cantora foi na contramão do que era esperado e audaciosamente escapou das expectativas que foram geradas entregando um álbum diversificado e hedonista.

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O termo ‘hedonismo’ define muito bem o disco sob um raciocínio breve, é um álbum que redefine as capacidades do que a música urbana pode ser, vai do pop da antiga vanguarda ao funk atual, inteiramente banhado por uma camada desafiadora de mudanças de gêneros que garante a versatilidade e diferenciação de cada canção.

 

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O álbum tem defeitos que não são notáveis o suficiente para que seja considerado um sub-produto experimental, mas há uma demasiada experimentação nas faixas. No registro, Anitta tentou atingir três mercados dessemelhantes e com exigências musicalmente distintas, para a indústria latina usou do reggaeton e funk melódico, para o mercado norte-americano a cantora apostou em sabores clássicos do R&B. (Como a doce e intimista ‘ur baby’ com o cantor Khalid)

 

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Embora seja o quinto álbum de Anitta, "Versions Of Me" quase parece um debut, tem uma excelente produção e gêneros alternados, quase como uma tentativa de construir uma narrativa altruísta sobre a cantora. No lado analítico as canções são bem técnicas e sem uma linha paralela pois no geral não há uma identidade sobressalente. 

 

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Este disco é praticamente um arco-íris quando se trata de estilos e a tracklist foi bem definida e separada para corrigir essa falta de ligação entre as faixas, dividindo o projeto em três partes; Funk, Reggaeton e Pop (Sem esquecer das influências que permeiam o Afrobeat e RnB)

 

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Se você decidir ouvir "Versions Of Me" na ordem de faixas, você vai primeiro ouvir ‘Envolver’, que mistura o estilo tremolo e vocalizações dignas de um reggaeton legitimamente latino, a música disseca suas novas versões com maestria, buscando um meio termo entre os mercados latino, americano e brasileiro.

 

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“Gata”, sua comissão dancehall ao lado de Chencho Corleone, ex-vocalista da dupla porto-riquenha Plan B, carrega o sample “Guatauba” e um nível de refinamento desproporcional. A mudança de ritmo desfavorece a troca entre os dois reggaetoneros e um drop eletrônico e clínico assume o controle, o espaço de vinte anos torna os vocais de Chencho ambíguos justamente onde ruminavam raízes tão humanas. 

 

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“I’d Rather Have Sex” estende o ingresso do funk para o público internacional, mesclando elementos house com funk carioca num ranger de camas familiar. Um pop ousado e instigante, para efeito de comparação é como a materialização de um Caleidoscópio, apresenta combinações variadas e agradáveis de ouvir. 

 

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Em “Maria Elegante”, Afro B é o responsável por engarrafar a versão afrobeat da cantora, capturando até um novo sotaque, que aliás não é o último novo sotaque do leque de versões.

 

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E falando em opções, há sim uma predisposição do ‘Versions of Me’ de ser contido, palatável e mais fácil de digerir, ao mesmo passo que “Love You” é tudo menos cínica, manifesta uma face famosa da popstar mundial; a dominatrix de “Menina má” está, aqui, encapsulada em uma progressão comum, uma outra língua e alguns novos artifícios de canto, profissionalismo e autoconfiança. 

 

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“Boys Don’t Cry” também é resultado de estudos muito bem elaborados sobre a música pop internacional, seja por Anitta ou por Ryan Tedder, produtor executivo do álbum, é junto da primeira faixa os pontos altos das facetas.

 

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 “Que Rabão” é o Frankenstein de três ou quatro gravações que foram esquecidas de projetos engavetados, mas recuperadas por algum motivo estranho, enfim, nada harmoniza com nada e o motivo mais aparente é o teor póstumo. No geral, a música não consegue ser memorável, especialmente em comparação com muitas das outras músicas do álbum.

 

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Ao olhar para a trajetória da carreira de Anitta a maioria das pessoas aponta que a brasileira é uma cantora pop, isso se dá ao fato de que acompanhamos sua escalada artística, mas apreciando de forma isolada a carreira internacional da cantora surge uma ambiguidade, como ela se apresenta aos estrangeiros? Qual seu rótulo musical?

 

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Anitta tem um ingrediente-chave mais que necessário para se tornar uma superstar global: gênero original (funk brasileiro). É difícil dizer se é possível uma artista se tornar uma superestrela global sem rótulo pois muito dos recursos que um rótulo fornece são eficazes para ser e continuar seguindo uma narrativa coesa e líder na cena. Então um questionamento se sobressai, qual o rótulo da carreira internacional de Anitta? É uma cantora de Pop, Funk, Reggaeton ou RnB? Bom, isso é conversa para outra matéria! 

 

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‘Versions Of Me’ claramente superou seu projeto anterior (Kisses) e entregou um disco ascendente e polido, solidificando o reinado de Anitta como uma artista multifacetada e ousada. O estrelato internacional da brasileira já é real e se prova cada vez mais progressivo e sólido.

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