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Review: "SUPER" - Jão

Reflexões melancólicas e Synthpop: Uma análise do álbum 'SUPER' de Jão

18/08/2023 às 21h53
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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ÁLBUM: SUPER

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ARTISTA: JÃO
NOTA: 7/10

 

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Neste álbum com 14 músicas, Jão nos apresenta vislumbres de sua maravilhosa consagração no cenário pop nacional. Mostra flashes de sua grandeza, porém, ao mesmo tempo, é perceptível que ele está entrando em uma zona de conforto. Nos três álbuns anteriores, Jão já havia se mostrado em uma narrativa linear. Contudo, neste álbum, essa narrativa pode ser apreciada de forma mais clara, talvez por fazer parte de uma série de quatro álbuns que compartilham a mesma narrativa e percorrem os mesmos momentos.

 

A verdadeira prioridade de Jão é responder àqueles que desejam saber sobre sua vida. O álbum não busca criar algo muito distinto e único. A maioria das músicas não são necessariamente ruins; no entanto, raramente apresentam algo interessante, diferente ou surpreendente, algo que as destaque.

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Liricamente, também, não se espera um grande fogo de ideia. Alguns trechos específicos fazem referências a faixas anteriores do cantor, o que torna o álbum mais restrito a novos admiradores. Foi um projeto feito para fãs, não para o grande público. Além disso, algumas das novas letras parecem extremamente bregas, mas, embora as letras sejam um tanto fracas, elas possuem sinceros ganchos de vulnerabilidade.

 

Melancolia ou monotonia? O tom de voz de Jão é muito uniforme durante todo o disco e se torna monótono após várias músicas. Isso faz com que o projeto perca um pouco de força, não tanto devido à qualidade das músicas, mas devido à pouca diferença entre elas. Os vocais carecem de qualquer energia e lhes falta um som original, melodias grandiosas e pontes mais bem trabalhadas.

 

Embora "SUPER" sofra de uma estrutura genérica em algumas canções, o projeto é mágico, fantasmagórico e melancólico da primeira à última faixa. É um álbum majoritariamente baseado em temas melancólicos e pessoais, que às vezes fazem referências sexuais e abordam situações voltadas ao público jovem. As atmosferas nostálgicas e tristes, faixa após faixa, envolvem você no clima do álbum, prendendo-o em uma melancolia auditiva acompanhada por curiosidade. O álbum o leva em uma jornada ao Synthpop, na qual você pode apreciar a intenção de Jão ao compartilhar tanto sobre sua vida.

 

No final, temos um álbum com músicas catalogadas como filler, oferecendo faixas que se encaixam bem com o conceito jovem do disco. Mesmo que se encontre alguma maneira criativa de não interpretar tudo isso dessa forma, Jão prova que sabe o que está fazendo e qual direção seguir. Com uma atitude despreocupada, Jão detalha o encerramento de um ciclo, e na faixa-título do álbum, que finaliza o projeto, podemos ver claras referências a todos os trabalhos anteriores de Jão. Isso cria uma identidade intimista de confissão, verdadeiramente bela.

 

Resumidamente, o disco carece de temas inovadores. Apesar dos toques refinados e das citações à sua carreira, esperava-se algo mais original, um novo Jão, mas infelizmente isso não ocorreu. "SUPER" não oferece nada de novo, e a qualidade das composições, arranjos e melodias não é superior ao que foi apresentado anteriormente. Algumas das músicas são esquecíveis e soam semelhantes, e outras parecem vagamente superficiais, faltando-lhes substância musical.

 

No geral, algumas músicas deixam bastante a desejar e se encaixariam melhor na playlist "Vibes" de um estudante do ensino médio. Jão não explora direções musicais novas e se mantém em sua zona de conforto. No entanto, os vapores da esperança e do amor continuam a alimentar os sonhos do "menino do interior". Jão se deleita em sua própria miríade, não importando o quão óbvio seja o desenvolvimento, o quão clichê seja a história ou o quão comum seja a abordagem. É como uma audição de um diário nu e cru que nos faz chorar. O álbum é sólido o suficiente para a proposta que Jão tentou apresentar, sendo executado de maneira razoavelmente competente e consistente.

 

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Beatriz NevesHá 7 meses Mauá, SP Quem escreveu isso foi um hater,tenho certeza! O Jão mudou sim nesse álbum, e não estou falando do cabelo dele. Quem acompanha ele consegue perceber a diferença nas músicas, que as novas estão mais dançantes e animadas, também consegue perceber a confiança que ele conquistou com ele mesmo e que o Jão está mais feliz com ele mesmo. Não estou falando isso porque sou fã,estou falando por ser uma crítica de uma pessoa que fez uma critica mal feita e não ouviu o álbum analisado o som e nem nada
SHá 8 meses Rio de JaneiroAs músicas são incríveis! Não são bregas, são cheias de referências cinematográficas e musicais, além de serem profundas e muito bonitas! Isso com certeza foi escrito por um hater. Esse álbum foi super! Se algo merece nota 7, é essa crítica mal feita e preguiçosa.
MARCELLE OLIVEIRAHá 8 meses NiteróiIsso foi escrito por um hater, só pode ser! O disco é ótimo, com letras ótimas, que falam de amor e outros sentimentos sem os clichês que ouvimos tanto em tantas outras músicas de outros artistas! São poesias cantadas!
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